A PROPOSTA: O CORREDOR ECOLÓGICO DO SAUIM

A PROPOSTA DO CORREDOR ECOLÓGICO SAUIM-DE-COLEIRA CONSISTE BASICAMENTE EM INTERLIGAR DE FORMA CONTINUA O CORREDOR ECOLÓGICO DO IGARAPÉ DO MINDÚ ATÉ A RESERVA ADOLPHO DUCKE.

 

Para tanto, foram estabelecidos dois traçados principais:

 

TRECHO #1

Tem início no Parque do Mindú e segue por fragmentos florestais existentes ao longo da bacia do Igarapé do Goiabinha até alcançar o setor Sul do Parque Estadual Sumaúma, seguindo por fragmentos existentes ao longo de trechos da obra da Avenida das Flores, entre a Avenida Timbiras e o Conjunto Habitacional Galileia, seguindo por fragmentos remanescentes dos bairros Cidade Nova e Nova Cidade, até alcançar a parte sudoeste da Reserva Florestal Adolfo Ducke.

 

TRECHO #2

O segundo trecho tem início na região leste do Corredor Ecológico do Mindu, seguindo em direção norte por fragmentos florestais do Igarapé do Geladinho, até alcançar a área ao sul do Parque Estadual Sumaúma, seguindo seu traçado a noroeste por fragmentos verdes remanescentes do bairro Novo Aleixo, Nova Cidade e Cidade de Deus até alcançar o setor sudoeste da Reserva Florestal Adolfo Ducke.

 

VISÃO GERAL

A área proposta para o Corredor Ecológico Sauim-de-coleira tem um total de 659,3 hectares, sendo que atualmente 431,7 hectares da área ainda mantém algum remanescente de vegetação, em diferentes estágios de conservação.  A distância total do Corredor Ecológico no primeiro trecho é de 10,65 quilômetros , enquanto no segundo trecho a distância é de 8,30 quilômetros.

 

Uma proporção considerável da área proposta já é Área de Preservação Permanente, estando situada ao longo de igarapés e encostas mais íngremes, que são protegidos por lei.  Outra parte é formada por áreas verdes de conjuntos habitacionais, e deveriam ganhar um reconhecimento adicional de proteção com a criação do Corredor Ecológico.

 

Trechos já ocupados por casas e empreendimentos deverão contribuir com a conectividade por meio de uma arborização diferenciada e incentivada, tanto nas calçadas, canteiros centrais, quanto nos quintais.  Alguns dos fragmentos maiores parecem estar sob domínio do poder público e devem ser destinados a empreendimentos que venham a contribuir com a conectividade da área.

 

 Assim, a efetiva constituição do Corredor Ecológico Sauim-de-Coleira vai demandar, desde sua criação, a identificação clara das salvaguardas e diretrizes necessárias para que ele de fato reestabeleça e mantenha a conectividade na área.

 

Em 2011, o Ministério do Meio Ambiente publicou a Portaria MMA Nº 94/ 2011, que aprova o Plano de Ação Nacional para a Conservação do Saguinus bicolor – PAN Sauim-de-Coleira, estabelecendo objetivos e ações a fim de garantir populações viáveis da espécie, reduzindo sua taxa de declínio populacional e assegurando áreas protegidas para sua sobrevivência.

 

Também, para acompanhar a implementação do referido Plano de Ação, a portaria nº 124 de 31 de março de 2014, instituiu um Grupo de Assessoramento Técnico – GAT – que tem operado em Manaus.

 

Esse grupo é constituído por representantes de entidades de ensino e pesquisa, meio ambiente, gestores públicos, representantes da sociedade civil e vem articulando parcerias e ações no intuito de implementar corredores ecológicos e unidades de conservação, para manter a conectividade entre os fragmentos de florestas urbanas remanescentes a fim de assegurar a sobrevivência da espécie.

 

Nos últimos meses o GAT tem trabalhado em uma proposta de corredor ecológico ligando o Corredor Ecológico do Igarapé do Mindu até a Reserva Adolpho Ducke. Para tanto, é de extrema importância que algumas áreas sejam preservadas e ações sejam tomadas ao longo do corredor proposto para manter a conectividade das áreas de floresta remanescentes, incluindo a implementação de estruturas de passagens de fauna, redutores de velocidade, recuperação de áreas degradadas e ações educativas.

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